O Cruzeiro não teve seus principais artilheiros em ação contra o Joinville nessa terça-feira, em Santa Catarina, pela terceira rodada do Grupo C da Primeira Liga. Por terem enfrentado o Tombense no domingo, pelo Campeonato Mineiro (empate por 1 a 1), os atacantes Rafael Sobis e Ramón Ábila e os meias Alisson e Arrascaeta ganharam folga e permaneceram em Belo Horizonte – o armador Robinho, que também atuou no Mineirão, acabou se machucando e ficará em tratamento por um mês e meio. Sem esses jogadores, o time celeste errou muito no Sul do país e empatou por 0 a 0.

Em seu 16º jogo na temporada, a Raposa passou em branco pela primeira vez. E não foi por falta de oportunidades, pois Raniel, Elber, Alex, Fabrício e Marcos Vinícius tiveram, no mínimo, duas chances cada um. O Cruzeiro contabilizou 25 finalizações contra o Joinville, sendo seis em direção ao gol. O Cruzeiro trocou 597 passes e registraram 74% de posse de bola diante de um rival formado por garotos sub-20 que se dedicaram unicamente à marcação.

Mano Menezes elogiou o poder de criação do time, mas lamentou os erros nas conclusões. “Com esse volume que a gente teve, sabíamos que seríamos superiores no jogo. O time criou as oportunidades até a última etapa e não conseguiu concretizar e traduzir isso em números. Poderíamos vencer facilmente tamanha era a diferença entre as duas equipes. Foi o nosso pecado no jogo e saímos chateados por isso. A equipe produziu, mas faltou o detalhe mais importante, que é fazer o gol. A gente pecou nesse detalhe”.

E o treinador celeste não deixou passar em branco e criticou as chances perdidas pela equipe. E olha que foram várias, ein?

Para o treinador, o time precisa evoluir nas finalizações para não repetir os erros registrados em Joinville. “Os tipos de oportunidades que perdemos hoje nem tem explicação para aquilo que os jogadores têm de qualidade técnica. Nosso time bateu muito embaixo da bola em alguns lances, o Raniel driblou o goleiro e meteu a bola ao poste, chegamos atrasado com o Elber, o Alex chutou por cima, o Fabrício também teve duas chances cara a cara. Não é deficiência técnica, mas há momentos que são mais delicados no futebol.”