Desde feitos pelos times do interior do Rio Grande do Sul ao comando da Seleção e do maior de Minas, conheça a trajetória que fez de Mano um dos principais técnicos de sua geração.

A estreia como treinador de equipes profissionais aconteceu em 1997, no Esporte Clube Guarani de Venâncio Aires, equipe em que já havia atuado como atleta e também como técnico nas categorias de base. O primeiro título da carreira aconteceu em 2002, com a conquista do Campeonato Gaúcho, melhor resultado alcançado pelo clube em competições oficiais até hoje. Em seguida, Mano teve ainda rápidas passagens pelo Brasil de Pelotas e pelo Iraty, do Paraná.

O nome de Mano Menezes passou a ser reconhecido no futebol nacional em 2004, quando, frente ao 15 de Novembro, da cidade de Campo Bom (RS), chegou à semifinal da Copa do Brasil e conquistou o 3° lugar. Durante campanha neste que é considerado o segundo torneio mais importante da modalidade no país, superou grandes times do futebol nacional. Após o feito histórico, foi a vez de comandar o Caxias até o início de 2005.

No mesmo ano, o técnico foi contratado pelo Grêmio e tinha nas mãos a responsabilidade de levar o Tricolor gaúcho de volta à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Mano foi além. O jogo que decidiu o título da Série B, contra o Náutico, ficou conhecido como “A Batalha dos Aflitos” e até virou filme. No comando de uma das partidas mais importantes da trajetória do clube, no Estádio dos Aflitos, em Recife, o treinador entrou em campo com os jogadores precisando de um empate contra o Náutico, mas o que tinha tudo para ser apenas mais um jogo entrou para a história. Com quatro jogadores expulsos e dois pênaltis marcados contra e não convertidos, o grupo conseguiu marcar um gol no fim da partida, carimbando o passaporte de volta a elite do futebol. Assim, Mano se firmava entre os grandes treinadores do futebol brasileiro.

Em 2006, ainda no Grêmio, conquistou o título do Campeonato Gaúcho sobre o Internacional no clássico Gre-Nal e alcançou o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro logo em sua volta, classificando o clube para a Copa Libertadores da América. No ano seguinte, levou o Grêmio ao bicampeonato gaúcho e à final da Libertadores, disputada pela última vez pelo clube em 1995. Antes de decidir em casa a taça com o Boca Juniors, da Argentina, que acabou ficando com o título, o time eliminou o São Paulo nas oitavas-de-final e o Santos na semifinal.

Após uma trajetória de sucesso pelos clubes gaúchos, Mano Menezes aceitou um novo desafio na segunda divisão: levar o Corinthians de volta para a Série A. Para a alegria da fiel torcida corintiana, o resultado foi o esperado e a equipe tornou-se campeã de forma antecipada da Série B do Campeonato Brasileiro de 2008, garantindo o seu retorno à primeira divisão com folgas. Além deste feito, o clube foi finalista da Copa do Brasil na mesma temporada, ficando com o vice-campeonato.

A campanha comandada pelo treinador em 2009 resultou em duas grandes conquistas. A primeira delas foi a de campeão Paulista de forma invicta, feito que não era alcançado por um clube desde 1972, e a segunda foi a taça de campeão da Copa do Brasil pela terceira vez na história do Corinthians, vencendo o Internacional na final. Com o título, o grupo garantiu a vaga na Copa Libertadores da América de 2010.


No dia 23 de julho de 2010, após liderar o Timão por 10 rodadas no Campeonato Brasileiro, Mano foi convidado para o cargo mais visado pelos técnicos no país: comandar a Seleção Brasileira. A estreia na nova posição aconteceu cerca de um mês depois. O momento era de renovação, em busca de uma nova base visando a Copa do Mundo de 2014.

Sua trajetória na equipe canarinho começou com o pé direito, com vitória sobre os Estados Unidos. Ao longo dos dois anos e meio em que permaneceu como treinador da Seleção, foram 40 partidas, sendo 27 vitórias, seis empates e sete derrotas. Com 72% de aproveitamento, a equipe de Mano balançou as redes 84 vezes e conquistou duas taças do Superclássico das Américas, em 2011 e 2012, frente à Argentina, no maior clássico do futebol mundial. Além destes títulos, levou a equipe à final dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 depois de 24 anos e, invicto até então, saiu da disputa com a prata.

Antes da despedida de Mano Menezes da Seleção Brasileira, ele deixou seu nome na história do time ao comandar a partida de número 1000 da equipe. O último jogo como treinador da seleção canarinho terminou com uma emocionante vitória. Depois de decidir nos pênaltis com a Argentina o título do Superclássico das Américas, ele deixou o cargo.

Em junho de 2013, foi anunciado pelo Flamengo, fez 22 jogos no comando do clube, mas não conseguiu uma sequência de bons resultados no Campeonato Brasileiro. Entregou o time na briga contra o rebaixamento.
Em 2013 o treinador teve seu retorno ao Corinthians, assim então tentando reconstruir o time que não estava indo muito bem no campeonato. Não teve o seu contrato renovado em dezembro de 2014, vendo ainda, seu sucessor ser, justamente, seu antecessor, Tite.
Retornou ao futebol somente em 6 de setembro de 2015 quando estreou pelo Cruzeiro após um ano complicado para o time celeste, correndo o risco de cair para a série b e sair da elite do futebol brasileiro. Mano Menezes assim, salvou o maior de Minas e seu primeiro jogo assim então foi vencendo o Figueirense por 5×1. Concluiu o Campeonato Brasileiro de 2015 na oitava posição, deixou o time mais tranquilo rumo ao Shandong Luneng da China. Há quem diga que o técnico foi o salvador da pátria, ao tirar a raposa da situação com belos jogos e vitórias.

Após ser demitido do futebol chinês o treinador acertou seu retorno ao Cruzeiro após outra temporada passando sufoco. O treinador estreou com uma derrota diante do Santos, jogo valido pela 17 rodada do Campeonato Brasileiro 2016.

Ninguém tem mais dúvidas disso: o Cruzeiro mudou da água para o vinho com a chegada de Mano Menezes ao time! Desde que assumiu, o time celeste teve apenas uma derrota entre vitórias e empates, o suficiente para tirar o elenco da zona de rebaixamento do Brasileirão.

Em 2017 começou a temporada com uma série de mais de 20 jogos invictos. O Cruzeiro em 2017 foi o ÚNICO time invicto no mundo, mas logo essa invencibilidade foi abalada, foram vários jogos que não convencia, derrotas, perca do estadual e eliminação.

Será que o treinador deveria assumir suas próprias responsabilidades? O técnico da equipe até então, vem cometendo muitas falhas e a torcida está sem paciência. Está na hora do treinador dizer que está equivocado e assumir seus próprios erros? mudar estilo de jogo? tática? De confiança para cobrança!

Desde que voltou ao Brasil, na temporada passada, Mano vive seu momento de maior conturbação no Cruzeiro. Os torcedores celestes começaram a cobrar o comandante por algumas escolhas, como a ausência de Lucas Romero no meio-campo, insistência com Mayke na lateral direita e a falta de um centroavante de ofício entre os titulares.

Até mesmo o rendimento do comandante em 2016, quando conseguiu evitar o rebaixamento alcançando uma sequência de bons resultados e invencibilidade no Brasileirão, além de ter chegado à semifinal da Copa do Brasil, caindo para o Grêmio, ficou em segundo plano pela queda de rendimento da Raposa.

A diretoria celeste promete se reunir com o treinador para conversar sobre o momento vivido pelo time.

Mano Menezes, por sua vez, reconhece que as quedas aumentaram as cobranças sobre o time e seu trabalho, por isso ele destaca a necessidade que terá em começar bem o Brasileirão. No domingo, o Cruzeiro pegará o São Paulo no Mineirão. “Precisamos iniciar bem o Brasileiro, já temos um jogo duríssimo. E vamos iniciar bem, se continuarmos fazendo bem o que estávamos fazendo e colocarmos os nervos no lugar”.

“Com a eliminação, a tendência é que apareça algumas coisas, as cobranças chegam. Temos que estar preparados, mas o futebol é assim. Temos que saber conviver com isso e recuperar a confiança já nos primeiros jogos do Brasileiro”, disse Mano a uma entrevista.