Jogadores da Raposa destacam os detalhes que fazem o time ter começo de temporada em alta

O atual elenco do Cruzeiro conta com 33 jogadores. A maioria estava presente no elenco do ano passado e, em 2017, o clube trouxe apenas reforços pontuais. A manutenção da base e do treinador deixaram a Raposa mais forte e com uma boa “dor de cabeça” para formar a equipe titular. Com pelo menos dois bons atletas por posição, o time tem mantido um bom nível de atuações, mesmo quando ocorre a troca de peças.

Além da qualidade, os cruzeirenses apontam o bom ambiente como os responsáveis para as exibições de destaque na atual temporada. “O Mano está dando muita liberdade pra gente conversar, trocar de posição, e isso acaba dando certo nos jogos. As coisas vêm acontecendo, estamos jogando com alegria. O quarteto ofensivo está legal, tem muitos jogadores de qualidade ainda pra entrar. O Cruzeiro está bem servido ali na frente”, disse o meia Robinho, ressaltando o bom desempenho do ataque cruzeirense em 2017.

A competição interna no elenco por uma das vagas de titular também acaba elevando o nível de atuações, conforme analisa o meia celeste. “Eu olho para o lado e vejo Rafinha, Elber, Alisson, todos querendo uma vaguinha no time. Isso me motiva, cada vez mais, nos treinamentos, nos jogos, para buscar o meu melhor e poder ajudar”, disse.

“E eu acho que isso está acontecendo com todos os jogadores. Teve a chegada do Lucas Silva, do Hudson, que veio com uma vontade tremenda, o Romero a gente sabe da vontade dele. Essa concorrência deixa todo mundo ligado e isso é importante. Essa motivação dos jogadores, querendo entrar na equipe, faz com que você tenha que se motivar, treinar mais, jogar mais, pois não pode dar brecha porque todos querem jogar”, analisou Robinho.

O lateral-direito Ezequiel ressalta a qualidade do elenco cruzeirense e afirma que um time campeão não se forma apenas com 11 jogadores. “Essa disputa (interna) é boa para o Cruzeiro. Acho que dificilmente uma equipe se torna campeã com 11 jogadores. Precisa-se de um grupo e a gente tem um grupo muito qualificado. São 20, 25 jogadores que podem entrar jogando e corresponder. Quem está jogando tem que mostrar o máximo para se manter como titular. E quem está ali fora está brigando para conseguir uma vaga. E isso eleva o nível da equipe”, declara o jogador.

Por: Bruno Trindade / Jornal O Tempo