Conheça Omar Franco um dos maiores destaques no mundo dos colecionadores!

Cruzeirense, Omar resolveu montar um acervo em sua casa de itens em geral do seu time do coração, e hoje coleciona mais de mil camisas de todas as épocas desde a criação do clube e vários outros itens. Conheça um pouco dessa história de um torcedor apaixonado atrás de uma entrevista com a maior de Minas.

Quando/como começou ou teve a ideia de virar colecionador?

Isso foi natural, eu coleciono itens do Cruzeiro desde a década de 90, cheguei em Belo Horizonte no final dos anos 80 e nos anos 90 eu já comecei a juntar meus primeiros itens do clube, não necessariamente camisas mas várias outras coisas. No final dos anos 90 precisamente 2000 quando nós conquistamos o tri campeonato da Copa do Brasil eu já estava contando com cerca de 86 camisas do Cruzeiro ainda não me considerava como colecionador, mas era apenas um torcedor com uma boa quantidade de camisas, essas camisas a maioria delas era de jogo que eu conseguia frequentando a toca mesmo e outras de loja. A partir de 2003 com a consolidação da nossa tríplice coroa que foi um dos títulos mais marcantes que eu acho do futebol brasileiro em geral, ai sim, eu comecei a potencializar a minha coleção e ainda não considerava um colecionador. Em 2003 eu já tinha cerva de 200 camisas do Cruzeiro, colecionador mesmo eu diria pra você que foi a partir do bi campeonato seguido brasileiro 2013/14, foi quando eu decidi a ter um modelo de cada ano da história do Cruzeiro desde a sua fundação.

Qual foi o momento mais marcante como torcedor e admirador que você teve com algum dos ídolos do Cruzeiro.

Foi justamente quando eu tive esse contato direto com o clube na década de 90. Eu cheguei no final dos anos 80 e à partir dos anos 90 eu comecei a acompanhar o Cruzeiro em 91, 92, 93 e eu acho que o contato com os ídolos dos anos 90 principalmente o Nonato, Gottardo, Marcelo Ramos, Roberto Gaúcho, Palinha, pra mim o maior goleiro de todos os tempos pra mim é o Dida, Ricardinho, então assim, pra mim um dos momentos mais marcantes foi justamente nos anos 90. Evidentemente teve outros também, no ano de 2000 como Alex a principal peça da conquista da tríplice coroa, tivemos também em 2013 e 2014 o Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, vai depender muito da época, não necessariamente um ídolo especificado, eu diria assim, resumindo, na década de 90 que tive o meu primeiro contato já homem formado, eu tive a oportunidade de ir ao campo nos anos 70 na companhia do meu pai mas evidentemente que eu não lembrava muito como por exemplo da final do mundial de 1976 com Bayern de Munique, mas a partir do momento que eu eu fui com minhas próprias pernas digamos assim para o estádio eu já tive esse contato com os nossos ídolos.

Como se sente sendo um dos maiores se não o maior colecionador cruzeirense?

Seria muita pretensão minha dizer que eu sou o maior colecionador do Cruzeiro. Eu jamais vou adotar esse epíteto de forma alguma. De repente tem algum cara mais louco do que eu que tenha mais itens colecionáveis do que eu, então não posso dizer que eu sou o maior ou melhor mas assim, eu diria que eu sou um colecionador que sim, preserva a história do nosso clube e que tenho um número razoável de peças. Como eu disse, camisas são mais de mil itens de vestuário do Cruzeiro oficiais são mil cento e oitenta e oito e itens do Cruzeiro em geral são mais de dez mil. Então me considero um colecionador, digamos, que tenha um certo destaque dentro do meio de torcedores, não só do Cruzeiro como de clubes de futebol. Mas não me considero como maior nem um dos maiores mas sim um simplesmente torcedor colecionador.

Quem foi o incentivador pela sua paixão ao maior de Minas?

Meu pai. A minha paixão vem de berço, eu sou natural de Salinas cerva de 700km da capital e meu pai fazia questão de trazer a gente em Belo Horizonte pra integrar dentro desse contexto da história do Cruzeiro nos anos 70 então eu tenho orgulho de dizer que a nossa família toda é cruzeirense sem exceção, meu pai, meus avós, meus irmãos, meus sobrinhos, meus filhos. Então é uma grande satisfação, uma grande honra poder bater no peito e falar que minha família toda é cruzeirense, então o meu grande incentivador dessa minha paixão é o meu pai, enfim, minha família inteira.

Atualmente quantas camisas você possui, e quantos itens colecionáveis?

Camisas são mais de mil, a última vez eu contei são mil cento e oitenta e oito itens de vestuário, camisas, bonés, calções, meiões, calças, shorts. Mas camisas são mais de mil, lembrando que eu tenho um acervo que contém 614 camisas oficiais, algumas retros também oficiais de marcas esportivas e conta toda história do Cruzeiro desde sua fundação em 2 de Janeiro de 1921 até os dias atuais, então são todos os modelos sem exceção todos os modelos quanto azul, branco e as variações comemorativas de títulos, então tem toda a história do Cruzeiro contada pelos seus uniformes.

Como sua família reage a esse amor pelo Cruzeiro, transformando até sua casa?

Eles reagem naturalmente, sabem que não só eu, tenho outros irmãos também que tem paixão pelo Cruzeiro que não é tanto quanto eu mas que tem muitas camisas e muitos itens, o mais velho foi um dos meus incentivador também que desde pequeno juntava as figurinhas, camisas e vários outros itens do Cruzeiro. Então eles reagem normal, por que sabem da paixão pelo Cruzeiro que eu tenho que foi potencializada principalmente a partir de 2000 com a tríplice coroa e 2003. Sempre me incentivam e me presenteiam com vários itens todos os meus familiares, então eu tenho essa parceria com eles.

Qual a camisa mais marcante que você possui?

Eu tenho várias camisas marcantes, eu tenho camisas do Dirceu Lopes, Natal, Roberto Perfumo (zagueiro contratado pelo Cruzeiro em 1971) que foi inclusive vice-campeão em 1974 e vice-campeão em 1975 respectivamente contra o Vasco e Internacional, destaques inclusive que em 74 nós fomos até “garfados”. Mas enfim, uma das camisas que mais me enche de orgulho de tê-la, possui-la dentro do meu acervo, é uma camisa do Joãozinho com aquele gol moleque que foi de 1976 na final com River Plate. Que o Joãozinho contra o Nelinho e o Palinha discutia sobre quem bateria e o batedor oficial na época era o Nelinho, o Joãozinho acabou enquanto eles discutiam lá atrás ele pegou e bateu a falta e acabou resultando em gol e em título da primeira Libertadores nossa. Eu tenho essa camisa do Joãozinho e pra mim ela é a mais significante. Mas tem outras mais, eu tenho camisa de 2003 da tríplice coroa assinada por todo o elenco, tenho camisa oficial do jogo de 4 de Dezembro de 2011 que foi na Arena do Jacaré que nós aplicamos a maior goleada do clássico oficial registrado e comprovado do 6×1 e enfim, são muitas camisas que me orgulham bastante mas eu diria que a principal delas seria realmente a do Joãozinho de 1976 do gol moleque.

Você tem camisas de todas as épocas? como conseguiu todas, conte uma história.

O meu propósito em 2013 e 2014 foi adquirir um modelo de uniforme de cada temporada desde a fundação do clube. E consegui esse intento, tenho todos os modelos. Como consegui realmente fica difícil contar pois são muitas histórias, teve camisa que consegui na Argentina, outras no interior e em outros estados. Por ter um acervo desse de mais de mil camisas dos quais 614 está contando a história do Cruzeiro através de seus uniformes, foram várias formas de adquirir, cada uma delas tem uma história específica.

Você foi da CGE na década de 90, hoje em dia como você vê o papel das organizadas e em especial a Máfia Azul.

Eu participei da CGE (Comando Guerreiro Eldorado) nos anos 90. Eu era morador da região do Eldorado e pra mim é um grande orgulho fazer parte da história desse comando. Não cheguei a ser um torcedor digamos assim de mais destaque de diretoria, eu era apenas mais um da “geralzona” mas tenho um grande orgulho de ter feito parte da história da Máfia Azul nos anos 90, de ter acompanhado em várias caravanas. E eu vejo o papel das organizadas hoje como um papel muito importante, afinal de contas é o combustível pros times, as organizadas, elas são resposáveis pela elevação do nome do clube. Então eu apoio as organizadas e vejo um papel preponderante, muito importante e especificamente a Máfia Azul que tem uma história. A CMA tem uma história, a Máfia Azul não só do Cruzeiro mas ela é uma torcida organizada que foi a primeira torcida organizada se não me engano que teve o título de importância publica, então eu vejo s Máfia Azul como um patrimônio do Cruzeiro. Hoje está se completando 40 anos e ela é um combustível pro Cruzeiro, sempre esteve do lado do nosso clube e exerce um papel de grande importância nos vários momentos do Cruzeiro não só de conquista dos títulos mas também quando precisou em várias situações de decência, de risco de decência melhor dizendo. Então a Máfia Azul aproveitando a oportunidade está de parabéns, eu tenho orgulho de ter feito uma pequena parte da história dessa torcida.

Você ainda tem algum sonho que não realizou em relação a sua coleção?

Tenho sonho sim, eu diria que itens de coleção sempre tem mais alguma coisa, o meu desejo, a minha busca, é o próximo troféu. A gente nunca tem tudo evidentemente tem sempre itens de todas as épocas e eu volta e meia me deparo com determinadas peças antigas dos anos 60, 70. Recentemente eu consegui um contrato de trabalho, uma carteira de contrato de trabalho de um jogador de 1930, então assim, o sonho é esse, o sonho é conseguir preferencialmente itens raros, esses são os itens que nos engrandecem como colecionador nos fazer entusiasmar. E por fim meu sonho é esse.

Você recebe muitas visitas? Pensa um dia transformar sua casa em um acervo aberto ou algo do tipo?

Recebo muitas visitas. Todo o tipo de torcedores, inclusive, por incrível que pareça eu recebo visitas também de torcedores do outros times que ficam completamente impressionados com a minha coleção. Vários torcedores de outros clubes que chegam aqui em casa que entram, ficam impressionados com essa grandiosidade e diversidade da minha coleção. Eu recebo sim e estou sempre recebendo visitas e pra mim é um grande prazer, pra mim é um prazer e honra receber torcedores que chegam e me elogiam, que ficam encantados digamos assim, entusiasmado com a história do clube com essa preservação que eu faço questão de fazer do nosso clube. Transformar a minha casa não, até por que não teria como, mas eu tenho sim um sonho de construir um acervo de visitação publica, essa é uma das minhas metas, quem sabe algum dia eu consigo arrumar um local apropriado. Por que evidentemente esse patrimônio todo que eu tenho, seria muito egoísmo digamos assim da minha parte, de ficar aguardado exclusivamente pra mim, é uma intenção minha sim, de fazer algum tipo de galeria com visitação publica pra contar a história do Cruzeiro de ter essa oportunidade de levar a história do Cruzeiro para os novos torcedores e tem vários torcedores fanáticos que talvez não conheça a história do Cruzeiro desde a sua fundação às sucessões de nomes às razões das trocas do mesmo, cores, principais ídolos do Cruzeiro de todos os tempo. Enfim, temos quase 9 milhões de torcedores hoje e muitos deles infelizmente não conhecem a história do clube e certamente quando conhecerem serão mais um como eu entusiasmado, apaixonado, então essa é uma meta minha sim, uma meta e um sonho de poder expor todos meus itens para visitação e conhecimento de todas as gerações que virão.

Matéria: Tátila Nathália

Edição: Letícia Reis